O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro
sábado, 1 de agosto de 2026
quinta-feira, 30 de julho de 2026
A HUMANIDADE PRECISA ACABAR COM AS GUERRAS
Roberto Gameiro
Parte da Humanidade está doente.
Desde os irmãos Caim e Abel.
John Fitzgerald Kennedy, 35º Presidente americano, no seu discurso à Assembleia Geral da ONU, em 1961, disse:
“A humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade.”
Várias décadas nos separam desse momento histórico. Muitos já repetiram essa frase em circunstâncias de emoção, de tristeza, de tragédias, de genocídios e de esperança.
No entanto, as guerras estão aí espalhadas pelo mundo afora ceifando vidas, todas elas preciosas, desestruturando nações, instituições e famílias.
Causando traumas psicológicos, emigração de pessoas e danos patrimoniais.
Rita Lee e Roberto de Carvalho compuseram, em 1980, uma musica que foi interpretada por Elis Regina, com o título "Alô, alô, Marciano".
Alô, alô, Marciano. Aqui quem fala é da Terra. Pra variar, estamos em guerra. Você não imagina a loucura. O ser humano tá na maior fissura ...
Escrita há 43 anos, essa letra cai como uma luva nos dias de hoje.
O drama da humanidade começou com uma pedra. Hoje, há o risco de uma guerra com armas nucleares, o que é deveras preocupante pois poderá provocar uma devastação em nível planetário.
Há, portanto, que se trabalhar incansavelmente para o desarmamento nuclear em todos os países.
Eu sou um otimista por princípios. Procuro, sempre, encontrar o caminho da conciliação, do consenso, da paz.
Entretanto, na curadoria que desenvolvi para escrever este texto, encontrei mais expressões de desesperança realista do que de esperança pacificadora.
Uma delas, que me tocou demais, foi a que preconiza que se conseguirem encontrar vida em outros planetas, os humanos destruirão todos.
Entretanto, ainda há esperança.
Um novo mundo é possível.
E começa pela Educação. Pela parceria positiva entre a Família, a Escola e a Igreja. A primeira, cuidando da educação para a moral, a ética e os bons costumes; a segunda, cuidando da formação das crianças e adolescentes, desde as mais tenras idades, para a aquisição de competências e habilidades que as levem a ser bons cidadãos, conscientes, partícipes e solidários; e a Igreja, promovendo o crescimento espiritual, o acolhimento e o suporte.
É a “Educação para a paz”, que se baseia nos valores de tolerância, compreensão e resolução pacífica dos conflitos, sejam eles familiares, sociais, profissionais, locais, regionais, nacionais ou globais. Deveria estar nos currículos escolares de todos os níveis de Ensino.
Segundo a INEE (Rede Interinstitucional para a Educação em Situações de Emergência), "a educação para a paz é o processo de promoção de conhecimentos, competências, atitudes e valores necessários para criar mudanças no comportamento, que permitam às crianças, aos jovens e às pessoas adultas prevenir conflitos e violência, tanto explícitos como estruturais, resolver os conflitos de forma pacífica e criar as condições propícias à paz, seja a nível interpessoal, intergrupal, nacional ou internacional." [sic]
As crianças e adolescentes de hoje serão os adultos que no futuro vão tomar as decisões que poderão evitar que a destruição advinda das guerras comprometa a nossa própria existência como humanidade.
Eu acredito!
Ah! Em tempo - John F. Kennedy, 35º presidente dos Estados Unidos, foi assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, Texas, EUA, aos 46 anos de idade.
Publicado originalmente em 30/09/2023.
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sexta-feira, 24 de julho de 2026
SOBRE A IDENTIDADE ORGANIZACIONAL
sábado, 18 de julho de 2026
sexta-feira, 17 de julho de 2026
REFLETINDO OU RUMINANDO?
Roberto Gameiro
Você é daquelas pessoas que ficam ruminando um assunto longamente antes de tomar uma decisão a respeito?
Que prejudicam seus fins de semana e até suas férias por não conseguirem se desligar de uma situação, geralmente desagradável, que acontece no campo profissional?
Que, com isso, baixam a qualidade dos relacionamentos familiares com cônjuge e filhos?
Que levam seus problemas pessoais pontuais para dentro do seu local de trabalho, ocasionando desconcentração e diminuição da produtividade?
Se sim, seja bem-vindo ao clube!
Um “clube” que, sob o meu olhar, só tem tendência de aumentar o número de membros, conforme a complexidade da práxis profissional e dos inter-relacionamentos sociais vai aumentando.
Sêneca, filósofo romano, escreveu: “Estamos mais frequentemente assustados do que feridos e sofremos mais na imaginação do que na realidade.”.
Muitas vezes, sofremos antecipadamente por algo que acabará não acontecendo.
Claro que há determinadas tomadas de decisão que exigem maior tempo de curadoria e reflexão pela sua complexidade e pelos efeitos colaterais que poderão trazer. Nessas situações, a análise e as ponderações aprofundadas sobre o tema podem ser propícias e salutares.
Nesses casos, a longa ruminação pode indicar uma postura de perseverança e de autodeterminação na busca de uma solução.
Entretanto, há que se cuidar para não se desperdiçar muita energia mental com assuntos, eventos e problemas que não merecem tanta preocupação.
Não é fácil encontrar o equilíbrio saudável entre a reflexão e a ação.
Ficar muito tempo “estacionado” ruminando sobre um mesmo assunto sem encontrar progresso na reflexão, pode ocasionar transtornos emocionais prejudiciais à saúde mental, especialmente se isso for recorrente.
Sempre há a possibilidade da busca de aconselhamento.
Você conhece alguém assim?
Publicado originalmente em 23/09/2023
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quinta-feira, 9 de julho de 2026
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quinta-feira, 18 de junho de 2026
SEJA A SUA MELHOR VERSÃO
Roberto Gameiro
Você já tentou endireitar uma
banana?
Eu costumo brincar fazendo essa
pergunta ao meu interlocutor quando percebo que estamos em uma luta inglória
para mudar algo ou alguém.
Se há alguém que conseguimos
mudar a partir dos nossos argumentos, esse alguém somos nós mesmos.
Cada pessoa tem seus valores e
seus princípios, seu ritmo, suas dores e suas escolhas, sejam elas conscientes
ou não. Estou me referindo aos nossos amigos, conhecidos, parceiro e
familiares. Forçar a transformação de alguém, moldando-o às nossas
perspectivas, é uma batalha fragorosamente perdida.
É um verdadeiro desperdício de
tempo tentar “consertar” quem não pediu para ser consertado, assim como motivo
de muita frustração, além de nos afastar do que realmente importa.
Na verdade, o que é realmente
significativo é cuidar do nosso próprio jardim, em vez de nos preocuparmos com
o jardim alheio; é direcionarmos o foco da nossa vida para nós mesmos, para o
nosso conhecimento, nossos saberes, inteligência emocional e bem-estar.
Faça uso da sua energia para se
transformar na melhor versão de si mesmo; quando você faz isso, acaba atraindo
as pessoas certas para o seu convívio.
Assumir o protagonismo da própria
história não é ato de egoísmo, mas de sabedoria. Aliás, existe um mito de que
pensar em si mesmo é ser egoísta; quando você assume o protagonismo da sua
vida, você se torna mais leve, mais equilibrado cognitiva e emocionalmente. Você
passa a ser uma pessoa melhor para si e, consequentemente, para os outros.
Para mudar o mundo, o caminho
mais eficiente e eficaz é começar mudando a si mesmo.
Carl Rogers (1902-1987), psicólogo estadunidense, escreveu: "Descobri que sou mais eficaz quando me posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo.".
Priorize-se!
Seja a melhor versão de si mesmo!
Você já tentou endireitar uma
banana?
Rss.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
COMPETÊNCIAS TÉCNICAS VERSUS COMPORTAMENTO PESSOAL
Roberto Gameiro
Você já percebeu que a maior
parte das dispensas de colaboradores nas empresas se dá em função do
comportamento pessoal do indivíduo, mesmo que ele tenha ótimas competências e
habilidades técnicas?
Felizes são os gestores que podem
direcionar seu foco na produtividade, na criatividade, no crescimento e no
desenvolvimento, sem ter de desperdiçar energia para resolver problemas de
atritos e desgastes interpessoais dos colaboradores; nessa situação, o clima
organizacional, que deveria ser colaborativo, passa a ser caracterizado por
tensões constantes que causam redução de produtividade e, consequentemente,
redução no atingimento de objetivos e metas da empresa.
Por outro lado, quando os
colaboradores respeitam e são respeitados emocionalmente, a motivação coletiva
aumenta substancialmente, contribuindo para a redução do estresse.
Profissionais com autocontrole dificilmente têm reações impulsivas e
inconsequentes diante de conflitos, e mantêm alto grau de produtividade, pois
transformam as eventuais tensões em oportunidades para a busca de soluções
criativas que reforçam o foco nos resultados de qualidade.
Daí, a importância do feedback,
constante e qualitativo, no acompanhamento da performance dos colaboradores.
A inteligência emocional já não é
apenas uma habilidade desejável, mas uma competência estratégica necessária no
ambiente corporativo. Quando os gestores e colaboradores conseguem administrar
positiva e reciprocamente suas emoções, o impacto nos resultados da organização
é visível.
A competência técnica é fácil de
ser mensurada no processo de recrutamento e mais fácil de ser aprimorada no dia
a dia; mas o que garante a permanência da pessoa em uma empresa é a forma como
ela se relaciona no ambiente de trabalho. O comportamento pessoal envolve
habilidades difíceis de serem observadas em provas ou entrevistas, mas símplices
de serem identificadas no cotidiano.
Portanto, fiquemos atentos, pois
o sucesso profissional não depende apenas das nossas competências e habilidades
técnicas, mas, especialmente, das nossas posturas e ações em relação às pessoas
com as quais nos relacionamos, sejam elas pares ou gestoras.















